Cá estamos nós, é verdade! Ainda existimos!
Par vos contar que a vida dá muitas voltas! Mas dá mesmo! Acreditem! E a minha tem dado muitas voltas nestes últimos dias.
Estas voltas todas que a minha, a nossa (eu, o Pedrinho e a Rosa) vida tem dado já iniciaram há já algum tempo (talvez explique um pouco a nossa ausência), mas a “explosão” deu-se uns dias antes do chamado “dia das bruchas” com a necessidade da realização de um trabalho (uma mascara) para o Pedrinho levar para o colégio.
A Rosa em casa e diz-me;
Rosa: - Pedro! É preciso fazer uma mascara para o Pedrinho levar para o colégio para o dia das Bruchas
Eu: - Mas isso não é trabalho para eles fazerem como actividade no colégio?
Rosa: - Mas a educadora disse que temos que fazer nós em casa uma mascara para ele levar!
Eu: - Não acho piada nenhuma a isso, mas se é para o meu filho eu faço-a!
(do meu ponto de vista estes trabalhos devem ser as actividades que eles fazem, ou deviam fazer lá no colégio, e não serem os pais em casa a faze-las. E logo para mim! Que tenho uma vida ocupadíssima, e nesta altura que recebi um “ultimato” para terminar a escola, para ir a júri.
Comecei a pensar no assunto e tive umas ideias do tipo de mascara. Comentei com a Rosa e umas eram aprovadas e outras não. Entretanto os dias foram passando, a Rosa sempre a perguntar-me pela mascara e eu a responder que andava a pensar no assunto. O tempo, os dias a passar.
Até que tive uma ideia, em fazer uma mascara com um “determinado” material, e que no meu pensamento, após passar as festividades me seria devolvida para fazer parte de uma exposição pública que eu estou a preparar.
De um dia para o outro (passei a noite em claro, sem dormir), lá fiz a mascara do Pedrinho, para ele a poder levar para o colégio. Não é para me gabar (apesar de já ter sido gabado por diversas pessoas), mas ela ficou fantástica! Pois para além da utilidade para o colégio tinha uma segunda finalidade, por isso me empenhei ao máximo.
Durante a semana seguinte perguntei á Rosa pela mascara e ela respondeu-me que estava no colégio e ia lá ficar para exposição, definitivamente! Com esta resposta exaltei-me, enervei-me, e tivemos uma enorme discussão. Admito, pessoalmente, que me alterei, me enervei, exagerei, que ultrapassei alguns limites, e disse coisas que não o devia ter dito.
Após as coisas se acalmarem, eu reflecti no assunto e reconheci que ultrapassei os limites do bom senso. No dia a seguir tive o cuidado de ligar para o psiquiatra que me está a acompanhar e para o médico que me está a tratar o meu problema de estômago, para tentar arranjar uma solução de poder voltar a tomar os anti-depressivos para eu me conseguir controlar, andar mais calmo, etc. Infelizmente sem resultados positivos, ou seja, ou trato da cabeça ou trato do estômago. Tenho que ser eu a decidir! Merda de vida! Qual a decisão a tomar!? Decidi continuar o tratamento do estômago e procurar solução para o problema da cabeça.
A partir desse dia deixamo-nos de nos falar, deixamos de dormir juntos, ou seja, passamos a fazer vidas independentes, separadas, apesar de vivermos ambos na mesma casa. Apenas com a intenção de ambos estarmos perto do nosso filhote.
Os dias passaram-se, uns atrás dos outros, entretanto a Rosa esteve praticamente uma semana sem vir a casa, como estávamos zangados ela foi ajudar uma amiga á noite, eu fiquei sozinho com o Pedrinho, apenas nós os dois.
Com esta situação a escola ficou um bocado para segundo plano, pois ser pai solteiro, com uma vida profissional muito preenchida era muito difícil conciliar tudo. Graças a Deus por ter uma família muito chegada, muito unida, tive a ajuda dos meus pais (avós paternos) que o iam buscar ao colégio e o levavam para casa, eu depois do trabalho ia buscá.-lo e regressávamos a casa. No dia seguinte toca a levantar cedo e tratar de vida. Quando chegava ao trabalho já ia bem quentinho, já tinha em cima do corpo apenas 3/4 horas de sono e 2 horas de trabalho.
Os dias continuaram a passar, fui tentado falar com a Rosa, pedi-lhe diversas vezes desculpa, que pelo menos me tenta-se compreender, que compreende-se os meus problemas pessoais e essencialmente os profissionais, e passadas 3 semanas, ontem á noite em casa, após uma aproximação, decidi dar-lhe um enorme beijo, sentido e com muito Amor e ela aceitou-mo, beijamo-nos durante alguns minutos, conversamos, discutimos os assuntos, os problemas, as situações e decidimos ficar bem um com o outro. Fizemos as pazes!
Hoje já estamos bem, mas decidimos que vão ter que haver algumas alterações nas nossas vidas, começando pela parte profissional. Após a conversa com o psiquiatra, com alguns amigos e familiares decidi que tenho que alterar a minha vida profissional, pois tenho chegado á conclusão que é ela que me está a provocar problemas de saúde, familiar, psicológica, etc.
Por isso, por cá, a nossa vida vai rolando com alguns tropeços, mas continuamos a ter força para lutar por ela.
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Agora que supostamente regressamos á normalidade, vou voltar ao contacto com vocês, meus Amiguinhos(as).
Obrigado pelos vossos e.mails, pelas vossas mensagens de apoio, pelo vosso carinho, por tudo. Eu não me esqueci nem esqueço de vocês.
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...até já!